Imortal Vinil 12″

Finalmente!

A edição há muito prometida da edição exclusiva em vinil já está disponível para encomenda através do site da Non Nobis Prod.

Este trabalho tem a particularidade de contar com a cover de 1967 de Quarteto 1111, o épico “A Lenda de El-Rei de D. Sebastião”, para além do tema “Imortal” editado em 2015 no trabalho “Morreremos de pé”. O lado B conta com a versão semi-acústica do tema “Glória ao Rey”, mostrando uma vertente mais melódica e épica a este clássico de Cruz de Ferro. Por último o tema “Fúria Divina” retirado da demo de pré-produção, contém partes que não integraram a versão final.

Uma edição com uma capa de luxo e desenho a cargo do talentoso Samuel Lucas, que também desenhou a capa da reedição do “Guerreiros do Metal”, ed. 2017.

Um item para coleccionadores e fãs acérrimos de Cruz de Ferro!

Lado A
1. Imortal – Ed. “Morreremos de Pé”
2. A Lenda de El-Rei D. Sebastião – Original de José Cid, editado em 1967 por Quarteto 1111

Lado B
1. Glória ao Rey – semi-acústica, versão 2016
2. Fúria Divina – demo 2013

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Que má ideia esta

Já passaram 8 meses desde a última actualização a este Diário. 8 meses! Gaita, passa demasiado depressa. A ideia inicial passava por ter uma página onde podíamos ir contando sobre o que se passa no reino da Cruz de uma forma descontraída, mas que péssima ideia! Desta forma parece que não se passa nada!

O certo é que ferramentas como as redes sociais nos permitem uma maior facilidade de actualização e partilha de informação, o que contrasta com o tempo necessário para escrever um post num blog. Já para não falar do login/escrever/categorizar/linkar fotos/etc. E por vezes somos muito preguiçosos para fazer isto tudo…

Já da última vez prometemos ir escrevendo com maior regularidade, desta vez é melhor não prometer!

Então o que se tem passado no reino da Cruz? Finalmente editámos o tão aguardado longa duração, de seu nome “Morreremos de pé”. Foram quase dois anos a trabalhar nos 10 temas que compõem o álbum. Deu imenso trabalho mas podemos dizer que estamos muito orgulhosos do trabalho final. E quando temos pessoas que nos contactam para dizer que gostam muito do CD, então, tudo passa a valer a pena. Desde já um grande obrigado a todos e todas que adquiriram o CD e têm ido aos concertos celebrar connosco.

A edição do “Morreremos de pé” ficou marcada pelo concerto de apresentação na nossa terra natal, em Meia Via, Torres Novas. Na primeira parte estiveram os amigos Stonerust e os Blood Fueled Chainsaw. Foi uma noite memorável!

A 15 de janeiro fizemos a apresentação do CD no RCA em Lisboa na companhia dos nossos colegas de editora, a Non Nobis Prod., os Leather Synn e os Shivan. Foi muito bom ir tocar a Lisboa em nome próprio e ter uma sala cheia, excelente mesmo!

Pela frente temos agora a promoção do CD, já com alguma passagens confirmadas por Odemira, Viseu e Lisboa. Lá para setembro vamos abris para os Tyr, em data única na capital.

Temos ainda preparada uma novidade, lá mais para final do ano (se tudo correr como planeado) que será a reedição do esgotadíssimo EP “Guerreiros do Metal”, mas em versão aumentada, com 4 temas inéditos.

Até breve!

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Abraço de Ferro

New album’s cover and title

Morreremos de pé

Cruz de Ferro – Morreremos de pé

Portuguese Cruz de Ferro (Iron Cross) present the cover of their debut album called “Morreremos de pé” (We will die standing). The new album will feature 10 original songs of Epic and barbaric Heavy Metal.

The cover was made by the talented artist Pedro Sena Lordigan. Check his page to learn more of his work.

The cover artwork was inspired by the famous, yet almost forgotten battle of Toro [1 March 1476]. This battle was one of the last ones in the peninsular Middle Ages between the Portuguese troops captained by D. Afonso V [1432-1481] and the Castilian troops of Ferdinand II [1452-1516], king of Aragon, Castile and Leon.

In this battle, of inconclusive outcome, Prince John [1455-1495], who was to reign as King John II of Portugal, as well as Gonçalo Pires [?-?] and Duarte de Almeida [?-?], the chief lieutenant chief of the kingdom, to whom the Portuguese flag was entrusted, distinguished themselves. Duarte de Almeida finds himself surrounded by enemies, who cut off the hand with which he held the national banner. Stricken with terrible pain, he holds the banner with the other hand, which is also eventually cut. Finally he manages to ride, firmly holding the national flag between his teeth and with the support of the stumps of his severed arms, until he is finally overthrown. However, a companion in arms, Gonçalo Pires, later known as the “Flag” recovered the lost banner from the enemy.

Taken as a prisoner to Spanish territory, Duarte de Almeida was treated with honor and nobility, and his weapons were exposed in the cathedral of Toledo in respect and veneration. Back in Portugal, he died forgotten and in misery, the usual thanks of an ungrateful homeland that needs others to honor their heroes. For posterity, he would be known as the “Decepado” (Severed), a name which also inspired a theme of the next CRUZ DE FERRO’S album “Morreremos de pé”.

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Os Guerreiros do Metal apresentam a capa do seu primeiro álbum que se chama “Morreremos de pé”. Este trabalho conta com 10 temas originais de Heavy Metal épico e bárbaro.

A capa ficou a cargo do talentoso artista Pedro Sena Lordigan. Visitem a página dele para ficarem a conhecer melhor o seu trabalho.

O trabalho artístico da capa foi inspirado na célebre, ainda que quase esquecida, batalha de Toro [1 de Março de 1476]. Foi um dos últimos combates na Baixa Idade Média peninsular entre as tropas portuguesas capitaneadas por D. Afonso V [1432-1481] e as tropas castelhanas de D. Fernando II [1452-1516], rei de Aragão, Leão e Castela.
Nesta batalha, cujo resultado permanece inconclusivo, distinguiram-se o príncipe D. João [1455-1495], que viria a reinar como D. João II de Portugal, assim como Gonçalo Pires [?-?] e Duarte de Almeida [?-?], o alferes-mor do reino, a quem estava confiado o estandarte português. No calor da refrega, Duarte de Almeida foi rodeado pelo adversário, o qual lhe decepou a mão que carregava o pendor nacional. Acometido de dores atrozes, consegue transpor o estandarte para a outra mão, a qual é igualmente golpeada. Por fim, cavalga com bandeira nacional fixada com os dentes e com o apoio dos cotos dos braços decepados, até que, finalmente, é derrubado. Contudo, um companheiro de armas, Gonçalo Pires, mais tarde conhecido como o “Bandeira”, consegue reaver o estandarte perdido das mãos do inimigo.
Levado como prisioneiro para terras de Espanha, Duarte de Almeida foi tratado com honra e fidalguia, tendo as suas armas sido expostas na catedral de Toledo em sinal de respeito e veneração. Regressado a Portugal, morre esquecido e quase na miséria, o agradecimento habitual de uma Pátria ingrata que necessita dos outros para honrar os seus heróis. Para a posteridade, ficaria nomeado por o “Decepado”, designação que também inspirou um dos temas presentes no álbum “Morreremos de pé!”.